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Como atualizar uma música do zero

Análise de acordes e sensações musicais

Neste blog, vamos explorar como atualizar uma música do zero, examinando os acordes e as sensações musicais que eles evocam. O objetivo é fornecer uma visão geral de como entender e melhorar a harmonia de uma música, além de explorar diferentes maneiras de pensar sobre os acordes e sua relação uns com os outros.

Exemplo 1: Alegria dos Beatles

Vamos começar com um exemplo prático: a música "Alegria" dos Beatles. Imagine que você encontrou os acordes dessa música em um site de cifras e agora quer melhorar o arranjo ou improvisar em cima dela. O primeiro passo é dar uma olhada geral nos acordes para entender o que está acontecendo. No verso da música, temos um acorde de Dó maior seguido de um acorde de Lá menor com sétima. Essa primeira olhada serve para familiarizar-se com os acordes e identificar se há algum acorde incomum ou atípico.

Tocar e ouvir a música também pode ajudar nessa etapa inicial. Isso permite que você perceba se algo soa estranho ou se está dentro do esperado. No caso de "Alegria", a sensação é de que os acordes estão dentro do esperado e soam "normais".

O próximo passo é analisar a relação entre os acordes, como se fosse uma relação de família. No caso de "Alegria", o primeiro acorde é Dó maior, que pode ser considerado o "pai" dos acordes. No entanto, nem sempre o primeiro acorde reflete a tonalidade da música. Para entender isso, é necessário analisar a relação entre cada acorde e os outros.

Existem duas maneiras de fazer essa análise. A primeira é ouvir e entender a sensação que cada acorde causa. A segunda é analisar visualmente a relação dos acordes. Vamos começar com a análise visual usando o campo harmônico. Supondo que a música esteja em Dó maior, o campo harmônico de Dó maior é composto pelos seguintes acordes: Dó maior, Ré menor, Mi menor, Fá maior, Sol maior, Lá menor e Si diminuto.

Agora, vamos conferir se os acordes da música estão dentro do campo harmônico de Dó maior. No verso da música, temos Dó maior, Sol, Lá menor com sétima e Fá. Todos esses acordes estão dentro do campo harmônico, o que indica que eles pertencem à tonalidade de Dó maior.

Ao entender a relação entre os acordes e analisar visualmente a progressão harmônica, é possível começar a pensar em como utilizar a escala de Dó maior para improvisar ou criar arranjos diferentes para a música. A sensação de "chegada" que o acorde de Dó maior causa é um ponto de partida para explorar outras possibilidades ao tocar ou improvisar.

Exemplo 2: Love me Tender de Elvis Presley

Vamos agora analisar a música "Love me Tender" de Elvis Presley. Novamente, imagine que você encontrou os acordes dessa música em um site e agora deseja atualizá-la ou melhorar o arranjo. O primeiro passo é dar uma olhada geral nos acordes e supor uma tonalidade temporária, neste caso Ré.

Usando o campo harmônico de Ré, temos os seguintes acordes: Ré maior, Mi menor, Fá# menor, Sol maior, Lá maior, Si menor e Dó# menor com quinta bemol. Agora, vamos conferir se os acordes da música estão dentro desse campo harmônico.

No verso da música, temos Ré com sétima, Mi com sétima e Sol sustenido com sétima. Esses acordes não estão dentro do campo harmônico de Ré, o que indica que eles são dominantes secundários. Um dominante secundário é um acorde que prepara a resolução para o próximo acorde, geralmente o quinto grau do acorde seguinte.

Analisando a sensação que esses acordes causam, percebemos que eles criam uma sensação de tensão e suspensão, que é resolvida quando chegamos ao próximo acorde. A música utiliza dominantes secundários para preparar a chegada nos acordes seguintes, criando uma progressão harmonicamente interessante.

É importante ressaltar que a análise harmônica é um assunto complexo e há muitas outras maneiras de analisar os acordes e suas relações. Se você estiver interessado em aprender mais sobre esse assunto, recomendo conferir meu curso online que aborda a harmonia de forma mais detalhada.

Em resumo, atualizar uma música do zero envolve analisar os acordes e suas relações, tanto visualmente quanto através das sensações musicais que eles evocam. Ao entender a progressão harmônica e as sensações que cada acorde causa, é possível criar arranjos diferentes e improvisar em cima da música, trazendo uma nova perspectiva e originalidade.

A análise harmônica é uma ferramenta poderosa para músicos que desejam explorar novas possibilidades e melhorar suas habilidades de composição e improvisação. Espero que este blog tenha sido útil e que você possa aplicar essas técnicas em suas próprias composições e arranjos musicais.

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